- rmbazeth
- 17 de jun.
- 1 min de leitura

Existe uma ideia bastante difundida de que o mais difícil é decidir.
Como se a parte mais angustiante estivesse em não saber.
E, em alguns momentos, talvez esteja.
Mas há situações em que a decisão é tomada.
E o alívio esperado não chega.
A relação termina.
A mudança acontece.
A vaga é aceita.
O limite é colocado.
Ainda assim, permanece uma pergunta incômoda:
"Será que eu fiz a escolha certa?"
Não porque a decisão tenha sido precipitada.
Nem porque exista um arrependimento evidente.
Às vezes, porque escolher também significa abrir mão.
E abrir mão nem sempre é uma experiência tranquila.
Existe uma expectativa de que decisões importantes tragam certeza.
Mas nem sempre elas trazem.
Algumas continuam sendo atravessadas por dúvidas, fantasias e caminhos que deixaram de existir.
Isso não significa necessariamente que a escolha foi errada.
Talvez apenas que nenhuma decisão consegue preservar todas as possibilidades ao mesmo tempo.
Por isso, em certos momentos, a pergunta deixa de ser:
"Como eu faço para não errar?"
e começa a se aproximar de outra, menos confortável:
"Existe alguma escolha que me livre completamente da perda?"


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